Coisas de sogra, coisas de nora…

 
 
Vai ano vem ano e a história é a mesma, sogra reclamando de nora, nora reclamando de sogra.
Quando as mulheres perceberão que a questão é  outra!?
Ao "implicarem" uma com a outra estão repetindo atitudes puberais de disputa do macho e território.
O homem fica na posição de objeto das duas, permanecendo numa gangorra emocional onde por baixo de cada passo pode haver uma mina. Não que ele não goste dessa posição, alguns preferem manter as coisas como estão para melhorarem sua auto-estima, pois ser "objeto de cuidados" e disputa de duas mulheres deixa qualquer garanhão inflado! 
A questão é a seguinte: por matemática e bom senso percebemos que a "nora" será em grande parte, "substituta" da mãe quando esta não estiver, assim, fica claro que a "sogra" deveria cultivar uma boa substituta para o tempo em que sua presença estará apenas na lembrança. Quem teve filhos sabe da aflição que é deixar seu amado fruto a mercê de pessoas não muito amigas. Chamaríamos de investimento a perder de vista pois quem ganharia seria o "amado fruto".
Por outro lado, a nora deve respeitar a sogra, o que não significa submeter-se a ela e sim aceitar suas idéias e atitudes lembrando que se ela não existisse seu amado homem não estaria entre nós, além disso, perceber que grande parte das atitudes "dele" são vinculadas às vivências da infância.  
Claro, a disputa parece bem mais emocionante e consumptiva! Permeia a vida com freqüentes mini-batalhas.
Agora entendo Quincas Borba: ao vencedor, as batatas.