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Você e eu

Você e eu

Estou insone, mas esparramada na cama;
Você percebe vem me atiçar;
Com seu jeito maroto afasta minha calcinha e inicia um saborear,
Com a língua terna explora minha intimidade até me molhar.
É inevitável a lubrificação, você explora os orifícios da excitação.
Não contenho os gemidos de aprovação.
A calcinha tornou-se desnecessária e ajudo a tirá-la do seu ângulo de ação.
A análise palativa me envolve em arrepios e contrações;
Mudo de posição, afasto as pernas e me ofereço em doação;
Estou implorando a penetração.
Você decide, ainda quer mais gustação;
Explora cada centímetro maior e menor,
Suga a seiva da excitação e se excita com minha combustão.
Quero sentir sua fibra, me entregar a penetração,
Você se comove com meus apelos, introduz delicadamente em meu vão;
Nos deliciamos com a sensação, começamos despretenciosos, um vai e vem demorado que se torna alvoroçado.
Você pára evitando a ejaculação, queremos aproveitar o máximo da excitação.
Saímos do missionário ao cachorrinho, nele não contemos a sofreguidão, nos entregamos no vai e vem frenético da nossa paixão;
Nos entregamos ao produto da estimulação, os pêlos ouriçados, os músculos retesados e a inundação.
Não nos separamos, não antes de pararem as contrações, a união física e química, pele e pele, respiração acelerada que aos poucos recupera a razão.
Nos separamos, mas para logo recomeçarmos nossa exploração.
(Franciele Minotto)