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Qual a causa da traição feminina?

O assunto traição voltou ao centro das atenções depois que um vídeo bombástico de traição caiu nas redes sociais. Ao ser pega no motel com o melhor amigo do marido, uma mulher caiu na boca do povo e principalmente nas más línguas, e nesse “bafafá” até as manicures tornaram-se alvo de comentários maldosos.

Muitos falam que a mulher que trai o marido ou companheiro tem falta de caráter, outros dizem que é apenas “sem-vergonhice” e outros ainda podem defender as traidoras falando que o marido não lhe provia o que o amante provia, mas o que os pesquisadores e a ciência falam sobre a traição feminina?

Simone de Beauvoir defendia em seu livro “Segundo Sexo” publicado em 1949 que as mulheres deveriam escapar da prisões do casamento e maternidade. Simone, escritora e filósofa, dividia os relacionamentos baseado no tipo de sentimento que os nutria, assim acreditava que existiam relacionamentos baseados na amizade, os quais não eram erotizados (não havia sexo),  relacionamentos baseados na paixão, onde o sexo era a peça fundamental e relacionamentos baseados no amor verdadeiro ou total que envolvem amizade e sexo.

O amor segundo Simone de Beauvoir é um sentimento amplo e difuso, a paixão é um sentimento inicial e provisório e a amizade um sentimento que envolve previsibilidade, racionalidade e rotina.

Assim, segundo ela, o casamento necessita de grande dose de amor e algumas pitadas de paixão e amizade, e alterações nessas proporções podem entornar o caldo, pois muita amizade transforma o casamento em uma relação fraternal, de irmão, onde o erotismo é esquecido e muita paixão pode abalar o casamento pois paixão não resiste ao cotidiano, a convivência a longo prazo é insuportável pois envolve loucura e imprevisibilidade.

A fórmula mágica para o desejo sexual sobreviver dentro de um casamento é manter um pouco de paixão, mas uma paixão domesticada, uma dose controlada de insegurança e uma certa incerteza sobre possuir a pessoa amada, ou seja, ser amado pelo ser amado. Parece paradoxal e é.

Podemos citar como perigoso para o casamento nessa ordem:
1. Rotina,
2. Cotidiano,
3. Burocratização,
4. Mesmice,
5. Certeza de possuir o outro e
6. Segurança.

Dessa forma, é importante para manutenção do casamento: a fidelidade, o ciúme (zeloso), a insegurança (leve), a vontade de possuir o outro e a certeza de ser amado (correspondido no sentimento).

O desejo sexual se alimenta da falta, da ausência e da conquista; não se deseja o que se tem mas o que não se possui, aí vem o perigo da traição, pois muitas vezes o casamento não supri as necessidades básicas de manutenção do desejo sexual, ou seja, se você tem tudo é enfadonho e se não tem nada é insatisfatório. Se a grama do vizinho começa lhe parecer mais verde que sua própria grama, você se sente motivado a conquistar uma grama igual a do vizinho, esquecendo das qualidades da sua própria grama. Compliquei?

Em 2007 em uma pesquisa do Datafolha entrevistando 2093 pessoas em 211 cidades brasileiras perguntando: O que é mais importante no casamento? 38% dos entrevistados responderam fidelidade, 35% amor, 15% honestidade, 5% filhos, 2% vida sexual satisfatória e 2% dinheiro, com 3% de abstenções. Perguntando ao mesmo grupo: O que é mais prejudicial no casamento? 53% responderam traição, 15% falta de amor, 11% ciúme, 5% incompatibilidade de gênios, 4% desemprego, 3% dificuldade financeira, 3% brigas com a família do parceiro e 1% vida sexual insatisfatória, 1% um dos parceiros gastar demais e 1% não ter filhos.

Analisando essas respostas, percebe-se como a fidelidade é importante e a traição é um evento traumático para todos, traídos e traidores.

Em uma pesquisa publicada em 2001  no European Journal of Medical Sexology, a pesquisadora descreveu como motivos das mulheres pesquisadas para a existência de conflito conjugal e consequentemente traição:

1.Desaprovação do comportamento não sexual do parceiro oficial, traduzindo: ligação imatura com a família, maneira autoritária de lidar com o dinheiro e com poder sobre ela, falta de crescimento pessoal, pouca demonstração de afeto, dificuldade de lidar com a renda superior dela, muitas brigas entre o casal, humilhação, explícita queixa verbal e de repetição sobre o comportamento sexual delas, pouco comprometimento com o relacionamento, chegar tarde em casa, sair sozinho e terem sido infiéis.

2. Insatisfação em relação a sexualidade deles: vai além do simples desempenho sexual o que inclui poucas carícias antes e durante o coito, inexperiência sexual, timidez sexual, parceiro ‘conservador’ no sexo, desaprovação e críticas as inovações delas.

Enfim, as mulheres, em sua maioria, traem por estarem insatisfeitas com o parceiro, a mulher quer ser especial, única ou melhor, mesmo sabendo que o parceiro tem outra o mais importante não é a fidelidade em si, mas a ilusão de fidelidade, ou seja, acreditar que á única ou melhor em algum aspecto e por isso foi escolhida por ele. Geralmente a mulher infiel está insatisfeita emocionalmente com o relacionamento, e busca no outro a satisfação emocional que deseja. Contraditoriamente os homens infiéis estão satisfeitos com o casamento e procuram satisfação sexual nos relacionamentos extraconjugais.

Para os que não se garantem, vejam abaixo os parceiros mais procurados pelas mulheres infiéis, nessa ordem:

1. Colega de trabalho ou conhecido
2. Médico
3. Amigo ou colega escola ou faculdade
4. Vizinho
5. Sócio do mesmo clube
6. Amiga (homossexual)

Em uma pesquisa publicada em forma de livro, Mirian Goldenberg, antropóloga brasileira ouviu a resposta das mulheres que justificavam sua traição e os motivos para procurar um relacionamento extraconjugal foram: falta de amor, falta de intimidade, falta de carinho, falta de romance, falta de confiança, falta de sinceridade, falta de diálogo, falta de liberdade, falta de paciência, falta de atenção, falta de companheirismo, falta de maturidade, falta de tempo, falta de tesão, falta de sexo, falta de respeito, falta de individualidade, falta de dinheiro, falta de interesse, falta de reciprocidade, falta de sensibilidade, falta de intensidade, falta de responsabilidade, falta de pontualidade, falta de cumplicidade, falta de igualdade, falta de organização, falta de amizade, falta de alegria, falta de paixão, falta de comunicação, falta de conversa entre outras. Algumas ainda afirmaram que faltava tudo!

Assim, se você homem ou mulher que vive um relacionamento homossexual perguntar para sua companheira após uma traição a célebre pergunta – O que eu fiz para merecer isso? Não se espante se a resposta for: NADA! LITERALMENTE NADA! Talvez realmente você não tenha feito nada para manter o casamento e a satisfação da sua parceira.

Traídos e traidores estão aos montes por aí, procurando sua satisfação sexual e emocional. Agora a pergunta que não cala é o porque o melhor amigo (a) pode ser seu maior fura olho? ❤️🔥

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