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Você sabe o que é um Dildo?

Os primeiros dildos (consolos ou próteses penianas) eram feitos de pedra, alcatrão, madeira e outros materiais que pudessem ser moldados ao formato de pênis e que fossem firmes o suficiente para serem usados como brinquedos eróticos para penetração.

Em 2005, uma equipe da Universidade da Alemanha encontrou objetos que datam aproximadamente de 26.000 mil anos a.c. e ficou entendido que eram usados, inclusive, para fins sexuais, sendo considerados os dildos mais antigo até agora catalogados.

O primeiro registo  do dildo como objeto de prazer provém da Grécia Antiga. Nessa época, eram chamados olisbos e eram vendidos pelos mercadores gregos às mulheres solteiras para seu prazer. Feitos de barro ou vidro, as gregas deleitavam-se, enchendo-os com água ou leite de cabra. Também os faziam de couro e atavam-nos com correias (cintas penianas) para serem utilizados no coito entre os casais lésbicos.

Ainda que declarado pecaminoso pelos representantes religiosos na Idade Média, o dildo alcançou o seu maior apogeu na época renascentista, no século XVII. Realizados de madeira ou de couro, era necessário utilizar azeite como lubrificante para se conseguir utilizá-lo e evitar o desconforto.

Para a medicina chinesa era comum ter um dildo e normal (também para o homem) que uma mulher tivesse pelo menos um em sua casa.

Da medicina ao criado mudo

No século XIX um diagnóstico médico comum era a histeria, palavra que tem sua origem no grego hysteron= útero; então, para ser histérica era necessário ter útero. Em 1869, o médico norte-americano George Taylor inventou um massageador vibratório, movido a vapor, com a finalidade de tratar “distúrbios” femininos relacionados a histeria — como ansiedade, insônia e irritabilidade.

A cura da paciente era atingida quando, através deste “tratamento”, eram produzidas vibrações do corpo, aquecimento e respiração ofegante. Enfim, aquilo que em nossos dias chamamos de orgasmo.

Então, o primeiro vibrador era a vapor e foi inventado, em 1869, por George Taylor que lhe chamou “O Manipulador”,  em 1880, cansado de tanto masturbar manualmente as suas pacientes, o doutor Joseph Mortimer Granville patenteia o primeiro vibrador eletromecânico com forma fálica.

No inicio do século XX (1902), a empresa americana Hamilton Beach patenteou o primeiro vibrador elétrico, inventado por Kelsey Stinner  – fazendo com que o vibrador se tornasse o quinto eletrodoméstico a existir (antes mesmo do ferro elétrico).

Nos anos de 1910, o vibrador passou a ser comercializado em grande escala e haviam mais vibradores nos lares americanos que torradeiras de pão. Mas nos anos 20, com o crescimento da indústria pornográfica, muitos filmes exibiam mulheres utilizando  vibradores e isso difamou a imagem dele, e o vibrador passou a ser visto como um instrumento de mulheres vulgares.
Com o passar do tempo, na década de 50 a 70, por influência religiosa e por causa do conservadorismo social, os vibradores tiveram a imagem relacionada com perversão sexual, assim, as vendas diminuiriam drasticamente e as mulheres passaram a ter vergonha de usar o produto.

Nos anos setenta, sobretudo no Estados Unidos da América e norte de Europa, onde a sexualidade da mulher experimenta uma mudança radical (graças à pílula), o dildo voltou a ter uma aceitação geral e inclusivamente aceito entre as mulheres mais feministas. 

Existe diferença entre o vibrador e dildo?

Podemos dizer que um vibrador é qualquer brinquedo erótico, independentemente do seu formato (fálico, borboleta, de dedo) desde que emita vibrações e funcione com pilhas, baterias ou eletricidade.

O termo dildo (ou consolo) designa um objeto desenhado especialmente para a inserção vaginal ou anal mas que não vibra, também conhecido como prótese peniana.

A palavra dildo provém do latim “dilatare” que significa dilatar ou abrir ou, segundo outras versões, da palavra italiana dilettareque significa gozar, entreter, ou dar prazer.

Os primeiros vibradores não tinham formato fálico (formato de pênis) e eram anunciados nos jornais da época como um produto comum para serem usados pelas mulheres. Só na metade no século XX que começa ser fabricado em larga escala e são feitos imitando o pênis e ocupam as prateleiras dos sexshop.

Tanto dildos como vibradores são usados por pessoas de diversas orientações sexuais das mais diversas formas. A mais popular utilidade é para masturbação através da imitação de uma penetração como ocorre no sexo vaginal e/ou anal. Há também fetiches relacionados com o uso de consolos que provocam excitação através do contato com a pele ou outras partes do corpo, como o clitóris. Existem modelos que não são produzidos para penetração completa e sim para estímulo da porção anterior da vagina (ponto G).

Quando o consolo é usado para penetração é recomendável que ele seja utilizado envolvido em um preservativo para maior higiene. Doenças sexualmente transmissíveis também podem ser transmitidas por esses objetos caso eles sejam utilizados por mais de uma pessoa.

Nem todos os consolos têm formas que imitam o pênis podendo ter concepções mais artísticas ou mesmo a forma de brinquedos ou personagens, existem também os que imitam atores ou outras celebridades para estimular fetiches.

No Brasil grande variedade de consolos podem ser encontrados e adquiridos em sexshop juntamente com outros acessórios.

Com o avanço da tecnologia, diversos tipos de vibradores foram criados. Entre eles podemos citar o MP3 Vibe, que vibra conforme a música.

As opções são muitas, a monotonia não mora na sessão dos dildos e vibradoes. Use sem moderação, e adeus à histeria. 🔥❤️🔝