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Síndrome fúngica ou candidíase de repetição?

A síndrome fúngica é o conjunto de sintomas crônicos persistentes relacionados aos fungos. Os fungos se comportam de forma semelhante as células humanas e são tratados com drogas agressivas para a célula humana e pouco eficazes em controlar a microbiota fúngica.

O importante para uma boa convivência entre humanos e a microbiota fúngica é o equilíbrio e não o extermínio. Desse modo, a presença de fungos em quantidades maiores do que o esperado demonstra um desequilíbrio nutricional que leva a diminuição da capacidade de resposta imunológica.

Os fungos podem ser chamados de bolores, mofo, leveduras e cogumelos; a principal função deles é utilizar matéria orgânica como fonte de energia; assim são os maiores biodegradadores do planeta.

Os fungos estão em todos os lugares, agua, solo, ar, alimentos processados, alimentos naturais e no organismo humano.

O uso de antibióticos, drogas imunossupressoras como corticóides, hormônios esteróides (estrogênio e testosterona), anticoncepcionais, laxantes, quimioterápicos e antiácidos promovem uma disbiose (desequilíbrio)  intestinal, vaginal e na pele, produzindo meio ambiente propício para a multiplicação dos fungos.

O consumos de carboidratos simples (através de produtos refinados – açúcar e massas), produtos industrializados e excesso de cafeína levam a síndrome fúngica. O baixo consumo de vegetais, frutas e cereais integrais, o jejum prolongado, a falta de higiene, diabetes e imunossupressão (baixa da imunidade pela doença ou pelo tratamento) desencadeiam proliferação (multiplicação) fúngica.

A Síndrome fúngica aumenta a incidência de desequilíbrios nutricionais, alergias alimentares, disbiose intestinal e dificuldade na desintoxicação.

Os fungos do gênero Candida são oportunistas e bem adaptados ao corpo humano, podendo colonizar o corpo humano sem produzir sinais de doença em condições de normalidade. A Candida albinas causa infecções frequentes na vagina, boca, garganta e trato gastrointestinal.

A multiplicação exacerbada de fungos pode causar sintomas que podem variar com o tempo. No sistema digestivo os sintomas clássicos são flatulência, distenção abdominal (inchaço abdominal), constipação, diarreia, alternância entre diarreia e constipação, azia, coceira ou ardência, fezes floculadas, dores abdominais, boca e garganta seca, coceira na garganta, afta, língua branca, vômitos e doença de Crohn.

Outros sintomas que podem aparecer na Síndrome fúngica são: enxaqueca, fadiga, ansiedade, sonolência, fome noturna, memória fraca, agressividade e compulsividade.

Na pele estão relacionados com a Síndrome fúngica a urticária, psoríase, eczemas, coceira, escamação, manchas, vermelhidão, transpiração excessiva, dermatite seborreica, acne,  assaduras e onicomicose.

No sistema geniturinário a Síndrome fúngica causa: dor ao urinar, cistite, infecções urinárias recorrentes, dor na relação, candidíase de repetição, ardência e coceira vaginal, alteração no ciclo menstrual, inchaço, cólica, desejo por doces e dor de cabeça.

Doenças relacionadas com a Síndrome fúngica são: bronquite asmática, fibromialgia, artrite reumatóide, Lupus eritematoso sistêmico, esclerose múltipla, imunossupressão e processos alérgicos.

Para prevenção e tratamento da Síndrome fúngica estão indicados pró-biótipos que são suplementos alimentares que tem agentes microbianos vivos que afetam de modo benéfico o hospedeiro. Esses microorganismos produzem ácido lático e suas principais funções são repovoar a microbiota intestinal para controlar a proliferação de fungos.

Os pró-biótipos são constituídos pelos Lactobacillus acidopnillus, Lactobacillus rhamnosus, Bifidobacterium e Saccharomyces bourlardii.

Evite jejum prolongado e consumo de alimentos refinados, prefira frutas, vegetais e cereais, assim como diminua o consumo de cafeína. Evite a automedicação, na presença de infecções fúngicas agudas ou crônicas procure assistência médica.