Andropausa: verdades sobre o envelhecimento masculino

O envelhecimento masculino é acompanhado de sinais e sintomas que lembram deficiência de hormônios masculino (androgênios)  como diminuição da massa e força muscular, aumento de gordura abdominal principalmente visceral com resistência à insulina (pré-diabetes) e perfil lipídico aterogênico (aumento do colesterol), diminuição da libido (desejo sexual) e pêlos sexuais, osteopenia (diminuição da densidade do osso), diminuição da performance cognitiva (pensamento lentificado), depressão, insônia, sudorese e diminuição da sensação de bem estar geral. É tentador relacionar esses sintomas ao declínio de hormônio masculino associado ao envelhecimento.

O processo levando ao hipogonadismo parcial (diminuição da testosterona) no envelhecimento masculino é conhecido como andropausa ou mais apropriadamente hipogonadismo masculino tardio.

Os principais sintomas e sinais clínicos da Andropausa  são:

  •  Diminuição da libido e disfunção erétil: ereções noturnas são dependentes de nível de hormônios masculinos.  A resposta peniana a estímulos visuais é parcialmente hormônio-dependente.
  • Depressão: níveis de testosterona livre (ativa) foram 17% mais baixos em homens entre 50 e 89 anos com depressão.
  • Diminuição do tecido muscular, aumento do tecido fibroso muscular e diminuição de alguns aspectos da força muscular.
  • Aumento do tecido adiposo total e redistribuição de gordura: há correlação inversa com níveis de testosterona, sugerindo que a queda de níveis de testosterona teria um papel causal no acúmulo de gordura visceral ligada ao envelhecimento  masculino.
  • Osteopenia e osteoporose: diminução da densidade mineral óssea, resultando em osteopenia e osteoporose.
  • Diminuição do volume testicular.

Devido à grande variação de sintomas, é necessária a presença de dosagem de testosterona sanguínea abaixo do limite inferior observado em população jovem para que se possa confirmar o diagnóstico de andropausa.

O tratamento com  reposição hormonal está indicada quando a presença de sintomas sugestivos de deficiência hormonal for acompanhada de níveis sanguíneos de testosterona total abaixo de 300 ng/dl e níveis de testosterona livre abaixo de 6,5 ng/dl.

Os objetivos da reposição hormonal são:

  • Aliviar os sintomas relacionados à deficiência hormonal, restaurando o bem estar físico e mental.
  • Alcançar o nível sanguíneo de testosterona apropriado, mantendo os níveis de gonadotrofinas não suprimidos. Alguns autores defendem que o tratamento deve manter os níveis de testosterona e seus metabólitos dentro da faixa normal para adultos jovens (500-700 ng/dl), outros, no entanto, preconizam que a faixa normal para idosos é de 300-450 ng/dl.
  • A Organização Mundial da Saúde conclui que o maior objetivo da reposição hormonal é manter os níveis de testosterona próximos das concentrações fisiológicas (normais).

A reposição em homens idosos com baixos níveis de testosterona livre ou total exerce efeitos benéficos sobre a massa muscular, a massa óssea, a sensibilidade à insulina, o humor, a libido e a qualidade de vida, entretanto, é importante ressaltar que esses efeitos são mais evidentes em indivíduos com níveis de testosterona comprovadamente baixos.

Até o momento, não há consenso de que a reposição aumenta o risco de carcinoma de próstata em homens idosos.

Questionário ADAM (diagnóstico ou suspeita de andropausa):

1) Tem observado diminuição da  libido (desejo sexual)?
2) Tem observado falta de energia?
3) Percebe redução da força muscular?
4) Diminuiu a sua “alegria de viver”?
5) Perdeu altura?
6) Fica triste ou rabugento com freqüência?
7) Percebe que as ereções são menos vigorosas?
8) Tem diminuído as atividades esportivas?
9) Sente sonolência após o jantar?
10) Tem percebido uma piora no desempenho profissional?

Se você respondeu sim para as respostas 1 ou 7, ou para 3 ou mais outras perguntas, deve procurar a orientação de um médico.

Fonte: http://www.projetodiretrizes.org.br