Vaginismo causa dor na penetração

O vaginismo é descrito como um espasmo muscular do terço exterior da vagina, provocando penetração dolorosa ou impossível. Estima-se que 1 a 7% das mulheres apresentam vaginismo. A dificuldade em distinguir entre vaginismo e dispareunia (dor durante a relação sexual) levou ao argumento de que eles são a mesma coisa.

A Associação Americana de Psiquiatria substituiu os diagnósticos de vaginismo e dispareunia pelo diagnóstico de desordem de dor genito-pélvica na sua recente edição do Manual Diagnóstico e Estatístico (DSM-5).

A classificação DSM 5 salienta que o vaginismo é uma desordem de penetração em que qualquer forma de penetração vaginal como tampões, dedo, dilatadores vaginais, exames ginecológicos e a relação sexual são dolorosos ou impossíveis.

Em comparação com outros transtornos de dor sexual, tais como a vulvodinia e vestibulodinia, o tratamento do vaginismo tem elevada taxa de sucesso.

A dor na relação sexual é tanto um transtorno físico como um transtorno emocional. Dessa forma, em qualquer forma de tratamento deve estar associada a abordagem emocional/psicológica.

Os sintomas comuns e esperados no vaginismo são:

  • Penetração difícil ou intercurso impossível / casamentos não consumados
  • Dor sexual frequente após um problema pélvico, problema de saúde ou cirurgia
  • Dor frequente durante o sexo após parto
  • Dor ou estreitamento excessivo da vagina durante o sexo sem causa física aparente
  • Evitação do sexo devido a dor
  • Quando uma mulher declara que evita intimidade com seu marido porque o sexo é desconfortável ou tornou-se doloroso, o vaginismo deve ser fortemente considerado.

Vários tratamentos estão disponíveis para vaginismo e dispareunia (dor durante a penetração), desde terapia cognitivo-comportamental, introdução de dilatadores vaginais pela própria mulher ou por fisioterapia uroginecológica; assim como aplicação de toxina botulínica (botox) nos músculos perivaginais diminuindo a contração muscular e as tentativas traumáticas de penetração.

A sexualidade feminina é algo extraordinariamente complexo. As disfunções sexuais femininas devem ser analisadas do ponto de vista de múltiplos fatores, sendo eles biológicos, psicológicos, sociais, culturais, espirituais/religiosos e políticos. Assim, qualquer tratamento proposto deve incluir avaliação e acompanhamento psicológico para controle dos sintomas emocionais, pacientes com dor na relação sexual crônica podem ter história de abuso, estupro ou superproteção, assim como educação rígida e castradora.

Dificuldades como essa podem ser tratadas por sexólogos, psicólogos, psiquiatras, ginecologistas e fisioterapeutas uroginecológicos; em casos de dificuldade de penetração e penetração dolorosa procure ajuda. #ficadica ❤️🔥