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Infecção por Trichomonas, acontece até nas melhores famílias

O Trichomonas vaginalis é um parasito (verme) flagelado sexualmente transmitido.

A taxa de infecção é alta, 70% dos homens contraem esse “verme” após uma única exposição a uma mulher infectada, e a taxa de transmissão do homem para mulher é maior ainda.  Continuar lendo Infecção por Trichomonas, acontece até nas melhores famílias

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Sexo anal causa endocardite bacteriana?

A endocardite bacteriana é uma infecção que afeta o coração. É uma doença adquirida, os microrganismos penetram na corrente sanguínea através de uma lesão ou ferida e chegam até o coração causando a endocardite. Os microrganismos causadores da endocardite bacteriana em cerca de 70% das vezes são os estreptococos (Streptococcus viridans, enterococos); 20% estafilococos (Staphilococcus aureus, S. epidermidis); 10% outros microrganismo (Haemophilus influenzae, bactérias gram-negativas, fungos). Esses microrganismos costumam estar em várias partes do nosso corpo, como boca, nariz, pele e intestino. Continuar lendo Sexo anal causa endocardite bacteriana?

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Qual a causa da traição feminina?

O assunto traição voltou ao centro das atenções depois que um vídeo bombástico de traição caiu nas redes sociais. Ao ser pega no motel com o melhor amigo do marido, uma mulher caiu na boca do povo e principalmente nas más línguas, e nesse “bafafá” até as manicures tornaram-se alvo de comentários maldosos.

Muitos falam que a mulher que trai o marido ou companheiro tem falta de caráter, outros dizem que é apenas “sem-vergonhice” e outros ainda podem defender as traidoras falando que o marido não lhe provia o que o amante provia, mas o que os pesquisadores e a ciência falam sobre a traição feminina?

Simone de Beauvoir defendia em seu livro “Segundo Sexo” publicado em 1949 que as mulheres deveriam escapar da prisões do casamento e maternidade. Simone, escritora e filósofa, dividia os relacionamentos baseado no tipo de sentimento que os nutria, assim acreditava que existiam relacionamentos baseados na amizade, os quais não eram erotizados (não havia sexo),  relacionamentos baseados na paixão, onde o sexo era a peça fundamental e relacionamentos baseados no amor verdadeiro ou total que envolvem amizade e sexo.

O amor segundo Simone de Beauvoir é um sentimento amplo e difuso, a paixão é um sentimento inicial e provisório e a amizade um sentimento que envolve previsibilidade, racionalidade e rotina.

Assim, segundo ela, o casamento necessita de grande dose de amor e algumas pitadas de paixão e amizade, e alterações nessas proporções podem entornar o caldo, pois muita amizade transforma o casamento em uma relação fraternal, de irmão, onde o erotismo é esquecido e muita paixão pode abalar o casamento pois paixão não resiste ao cotidiano, a convivência a longo prazo é insuportável pois envolve loucura e imprevisibilidade.

A fórmula mágica para o desejo sexual sobreviver dentro de um casamento é manter um pouco de paixão, mas uma paixão domesticada, uma dose controlada de insegurança e uma certa incerteza sobre possuir a pessoa amada, ou seja, ser amado pelo ser amado. Parece paradoxal e é.

Podemos citar como perigoso para o casamento nessa ordem:
1. Rotina,
2. Cotidiano,
3. Burocratização,
4. Mesmice,
5. Certeza de possuir o outro e
6. Segurança.

Dessa forma, é importante para manutenção do casamento: a fidelidade, o ciúme (zeloso), a insegurança (leve), a vontade de possuir o outro e a certeza de ser amado (correspondido no sentimento).

O desejo sexual se alimenta da falta, da ausência e da conquista; não se deseja o que se tem mas o que não se possui, aí vem o perigo da traição, pois muitas vezes o casamento não supri as necessidades básicas de manutenção do desejo sexual, ou seja, se você tem tudo é enfadonho e se não tem nada é insatisfatório. Se a grama do vizinho começa lhe parecer mais verde que sua própria grama, você se sente motivado a conquistar uma grama igual a do vizinho, esquecendo das qualidades da sua própria grama. Compliquei?

Em 2007 em uma pesquisa do Datafolha entrevistando 2093 pessoas em 211 cidades brasileiras perguntando: O que é mais importante no casamento? 38% dos entrevistados responderam fidelidade, 35% amor, 15% honestidade, 5% filhos, 2% vida sexual satisfatória e 2% dinheiro, com 3% de abstenções. Perguntando ao mesmo grupo: O que é mais prejudicial no casamento? 53% responderam traição, 15% falta de amor, 11% ciúme, 5% incompatibilidade de gênios, 4% desemprego, 3% dificuldade financeira, 3% brigas com a família do parceiro e 1% vida sexual insatisfatória, 1% um dos parceiros gastar demais e 1% não ter filhos.

Analisando essas respostas, percebe-se como a fidelidade é importante e a traição é um evento traumático para todos, traídos e traidores.

Em uma pesquisa publicada em 2001  no European Journal of Medical Sexology, a pesquisadora descreveu como motivos das mulheres pesquisadas para a existência de conflito conjugal e consequentemente traição:

1.Desaprovação do comportamento não sexual do parceiro oficial, traduzindo: ligação imatura com a família, maneira autoritária de lidar com o dinheiro e com poder sobre ela, falta de crescimento pessoal, pouca demonstração de afeto, dificuldade de lidar com a renda superior dela, muitas brigas entre o casal, humilhação, explícita queixa verbal e de repetição sobre o comportamento sexual delas, pouco comprometimento com o relacionamento, chegar tarde em casa, sair sozinho e terem sido infiéis.

2. Insatisfação em relação a sexualidade deles: vai além do simples desempenho sexual o que inclui poucas carícias antes e durante o coito, inexperiência sexual, timidez sexual, parceiro ‘conservador’ no sexo, desaprovação e críticas as inovações delas.

Enfim, as mulheres, em sua maioria, traem por estarem insatisfeitas com o parceiro, a mulher quer ser especial, única ou melhor, mesmo sabendo que o parceiro tem outra o mais importante não é a fidelidade em si, mas a ilusão de fidelidade, ou seja, acreditar que á única ou melhor em algum aspecto e por isso foi escolhida por ele. Geralmente a mulher infiel está insatisfeita emocionalmente com o relacionamento, e busca no outro a satisfação emocional que deseja. Contraditoriamente os homens infiéis estão satisfeitos com o casamento e procuram satisfação sexual nos relacionamentos extraconjugais.

Para os que não se garantem, vejam abaixo os parceiros mais procurados pelas mulheres infiéis, nessa ordem:

1. Colega de trabalho ou conhecido
2. Médico
3. Amigo ou colega escola ou faculdade
4. Vizinho
5. Sócio do mesmo clube
6. Amiga (homossexual)

Em uma pesquisa publicada em forma de livro, Mirian Goldenberg, antropóloga brasileira ouviu a resposta das mulheres que justificavam sua traição e os motivos para procurar um relacionamento extraconjugal foram: falta de amor, falta de intimidade, falta de carinho, falta de romance, falta de confiança, falta de sinceridade, falta de diálogo, falta de liberdade, falta de paciência, falta de atenção, falta de companheirismo, falta de maturidade, falta de tempo, falta de tesão, falta de sexo, falta de respeito, falta de individualidade, falta de dinheiro, falta de interesse, falta de reciprocidade, falta de sensibilidade, falta de intensidade, falta de responsabilidade, falta de pontualidade, falta de cumplicidade, falta de igualdade, falta de organização, falta de amizade, falta de alegria, falta de paixão, falta de comunicação, falta de conversa entre outras. Algumas ainda afirmaram que faltava tudo!

Assim, se você homem ou mulher que vive um relacionamento homossexual perguntar para sua companheira após uma traição a célebre pergunta – O que eu fiz para merecer isso? Não se espante se a resposta for: NADA! LITERALMENTE NADA! Talvez realmente você não tenha feito nada para manter o casamento e a satisfação da sua parceira.

Traídos e traidores estão aos montes por aí, procurando sua satisfação sexual e emocional. Agora a pergunta que não cala é o porque o melhor amigo (a) pode ser seu maior fura olho? ❤️🔥

#ficadica #mulherinsatisfeita #gordinhocarinhoso #maridoacomodado

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Qual seu perfil na cama? Para mulheres

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Comestíveis dão sabor ao sexo oral

O sexo oral pode ficar mais saboroso! Casais que dispensaram o uso de preservativo ou proteção com o Dental Dam (membrana de látex que cobre a vulva para sexo oral) podem usar cremes e géis comestíveis com diferentes aromas e sabores, tapa sexo comestível e caldas corporais com diferentes sabores para inovar no sexo oral.

Algumas mulheres não se atraem pelo pênis rígido e seco, sem falar do odor ácido que restos de urina podem deixar tanto no pênis quanto na vagina; cremes, géis e caldas comestíveis são fabricados para não agredirem a mucosa oral ou do estômago, proporcionando odor agradável e gosto atrativo para o sexo oral durar mais e ficar mais saboroso.

Cremes comestíveis ou beijáveis estimulam o olfato e o paladar, associados ao sexo oral dão novo sabor à relação. Que tal aquele gostinho para adoçar o sexo oral? Podemos usar leite condensado, chantilly, calda de chocolate e até outros alimentos, mas a indústria de cosméticos sexuais vem investindo cada vez mais em comestíveis para apimentar e dar sabor as preliminares.

Tapa sexo e capa peniana comestíveis ajudam eles e elas a demorarem mais na estimulação genital com a boca; morango, chocolate, menta ou baunilha, qual seu sabor favorito?

Os preservativos com sabor não devem ser esquecidos e podem ser associados a cremes, géis e caldas comestíveis.

O homem pode protejer-se no sexo oral cortando as pontas de um preservativo com sabor e abrindo-o longitudinalmente, formando um retângulo de látex com sabor, deixando o sexo oral seguro e com gostinho de quero mais.

As opções são muitas, agora é soltar a imaginação e degustar seu amor! Aproveitem sem moderação. ❤️ 🔥

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Qual seu desempenho sexual? Para homens e mulheres

Qual seu perfil na cama? Para mulheres

 

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Vacina protege contra o HPV

A vacinação previne o HPV em homens e mulheres. Conforme a última atualização do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), órgão norte americano responsável pelo controle de doenças infecciosas, a vacinação pré-exposição é o método mais efetivo para prevenir a transmissão do papilomavirus humano (HPV).

A vacinação contra o HPV é recomendada  para meninos e meninas de 11 a 13 anos, podendo ser administrada a partir dos 9 anos de idade.

As vacinas  Quadrivalente e Nonavalente (disponível nos EUA) estão indicadas para homens e mulheres, a vacina Bivalente está indicada apenas para mulheres.

Para mulheres está indicada a partir dos 9 anos até os 45 anos;  para homens está indicada a partir dos 9 anos até 21 anos;   todos que nunca receberam nenhuma dose ou ainda não completaram seu esquema de 3 doses devem vacinar-se.

Para pessoas com HIV e entre homens que fazem sexo com homens (MSM) a vacinação contra o HPV está recomendada até 26 anos.

A eficácia da vacina quadrivalente recombinante contra papilomavírus humano (tipos 6, 11, 16 e 18) contra as lesões pré malignas do HPV (NIC 2/3 – lesões pré-câncer de colo uterino ou AIS – câncer glandular do colo uterino) relacionados aos tipos 16 ou 18 foi de 98,8%. A vacina quadrivalente recombinante contra papilomavírus humano (tipos 6, 11, 16 e 18) foi altamente eficaz na redução da incidência de casos de câncer do colo do útero, vulvar, e vaginal, NIC (de qualquer grau), AIS – adenocarcionama in situ, câncer do colo do útero não invasivo (NIC 3 e AIS) e lesões genitais externas (inclusive condiloma acuminado), NIV (de qualquer grau) e NIVa (de qualquer grau) causados pelos tipos 6, 11, 16, e 18 de HPV.

Informe-se com seu médico e procure uma sala de vacinas. Previna-se contra o HPV e aproveite o sexo sem vírus e sem grilos. ❤️

Fonte: Sexually Transmitted Diseases Treatment Guidelines, 2015. MMWR , 64:3  140p.

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Estupro é inaceitável

Estupro, coito forçado ou violação é a prática não consensual do sexo, imposto por meio de violência ou grave ameaça de qualquer natureza por ambos os sexos. Ele consiste em uma penetração da vagina ou do ânus (e também da boca) de uma ou mais vítimas por um ou mais indivíduos. As vítimas podem ser homens ou mulheres.

A palavra “Estupro” vem do termo latino stupru.

Até 1975, época em que a feminista norte-americana Susan Brownmiller lançou seu livro, Against Our Will: Men, Women, and Rape – Contra Nossa Vontade: Homens, Mulheres e o Estupro (sem tradução para o português), foi um marco na defesa pelos direitos femininos, havia a ideia de que a mulher poderia ter contribuído com o estupro, caso não tivesse tentado resistir. Assim, antes de 1975, quando uma mulher era violentada, tinha de provar que havia tentado resistir. Talvez continuamos a nos iludir pensando que isso mudou na atualidade.

Também levava-se em consideração a maneira como a vítima estava vestida e até mesmo sua vida pregressa. Considerava-se que se a mulher estivesse vestida de forma tida como provocante, isso seria uma atenuante para o agressor. Da mesma forma, se ela tivesse vários parceiros também. O livro de Susan Brownmiller abordava o estupro como sendo uma forma de violência, poder e opressão masculina e não de desejo sexual. Segundo ela, o estupro seria uma forma consciente de manter as mulheres em estado de medo e intimidação.

De acordo com o Código Penal Brasileiro em seu artigo 213 (na redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009), estupro é: constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique qualquer ato libidinoso.

O estupro é considerado um dos crimes mais violentos, por isso classificado como crime hediondo. O crime pode ser praticado mediante violência real (agressão) ou presumida (quando praticado contra menores de 14 anos, alienados mentais ou contra pessoas que não puderem oferecer resistência). Logo, drogar uma pessoa para manter com ela conjunção carnal configura crime de estupro praticado mediante violência presumida, pois a vítima não pode oferecer resistência.

Atualmente a pena no Brasil é de 6 a 10 anos de reclusão para o criminoso, aumentando para 8 a 12 anos se há lesão corporal da vítima ou se a vítima possui entre 14 a 18 anos de idade, e para 12 a 30 anos, se a conduta resulta em morte.

Em 2012 entrou em vigor a Lei Joana Maranhão, que alterou o Código Penal Brasileiro, e estabelece que o prazo de prescrição de abuso sexual de crianças e adolescentes seja contado a partir da data em que a vítima completar dezoito anos. 

Essa Lei tem esse nome pois Joanna Maranhão, uma atleta brasileira que ganhou várias medalhas na natação, em 2008 durante uma entrevista a imprensa, revelou que aos 9 anos de idade tinha sido molestada sexualmente pelo treinador, mas no momento da denúncia a lei não tinha regra de prescrição do crime bem estabelecida, o que fez o agressor processar Joanna; que tentou o suicídio duas vezes em 2013, devido à uma crise de depressão.

No Brasil, vítimas de abuso sexual podem ser atendidas em qualquer hospital do SUS mesmo sem abrir queixa na polícia (boletim de ocorrência); no atendimento às vítimas de estupro é oferecido pílula do dia seguinte, medicações para prevenção e tratamento contra doenças sexualmente transmissíveis, entre eles o coquetel anti HIV. Além disso as vítimas podem solicitar o aborto legal no caso em que a gravidez resultou de um estupro.

Ligue 180 para entrar em contato com a Central de Atendimento à Mulher, e faça sua denúncia.

Somos todos contra o estupro e os estupradores, sexo bom é sexo consensual. Denuncie! ❤️🔥

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Amor mentiroso

Amor Mentiroso

Quero que morras!
Em meus pensamentos te mato!
Morte violenta,
Com requintes de crueldade.
Primeiro cuspo em tua face;
Depois te apedrejo.
Com madeira te espanco.
Quero ver teu sangue.
Meu coração está em frangalhos.
É assim que te quero.
Morto, retalhado, esfarrapado, em pedaços.
Só assim; vendo tua agonia,
Terei amenizada minha dor.
A dor do amor;
O amor mentiroso que me prometeste.
Quero que morras.
Principalmente em meus pensamentos.
(Franciele Minotto)

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Poetisa iniciante

Ainda Mesmo
 
Ainda penso em você.
Ainda sonho com você.
Ainda caminho com você,
Nas lembranças e DVD’s.
Ainda sinto seu cheiro.
Ainda te sinto ao meu lado;
Como sombra, como luz;
Como alegria, como amor.
São tantas tuas faces…
Não há como preferir apenas uma.
Ainda sou sua.
Mesmo que distante;
Mesmo que austera;
Mesmo que alheia.
Ainda te amo!
Mesmo depois de tudo.
Franciele Minotto
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O Primeiro

Com você

Como fui injusta com você.
Com você, que tem o dom da palavra
E cativou meu coração
Com você, o idealizado, o sonhado
O culpado.
Como fui injusta com você
Com você, meu héroi alado
Alma gêmea
Separada pela geração.
Agora entendo minha sensação de abandono.
Como fui injusta com você
Com você, tão distante e semelhante
E as respostas, todas comigo.
Ainda não sei expressar meu amor
Talvez com medo de perdê-lo mais uma vez
Algumas peças se encaixaram
A couraça já não é tão dura
Posso sonhar com a felicidade
Agora sei que não estou sozinha
Perdoe-me por ter sido injusta
Com você

Franciele Minotto

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O inconsciente

"O inconsciente fala – muitas vezes com embaraço, como se zombasse das nossas ilusões de percepção consciente e controle sobre nossos desejos e intenções. A consciência pode surgir apenas como frágil bolha nas águas profundas da emoção, do desejo e do medo".
"Além disso, é típico da capacidade da mente inconsciente de ser muito engenhosa na descoberta de acomodações criativas para o conflito mental. São mecanismos de defesa,que compreendem a repressão (banimento da consciência), a projeção (atribuição a outra pessoa de um aspecto indesejável de si), a racionalização (invenção de explicações falsas para as próprias motivações), a clivagem (adoção de atitudes ou sentimentos contraditórios em compartimentos separados de percepção), as defesas maníacas (modos de negar sentimentos de depressão) e muitas outras variações  sutis desses temas".
Tendo em vista este conhecimento, posso colocar-me dentre tantos indivíduos que apresentam tanto obscuros conteúdos inconscientes como diversos e sorrateiros mecanismos de defesa. Não querendo sair do meu assunto e sentimento predileto, vou posicionar meu insconciente quanto ao amor!
Há algum tempo me auto-titulava amoróloga, visto que sexóloga não agradava meus ouvidos, mas com o avançar da idade e da experiência (que diga-se de passagem, ainda não é lá essas coisas…) percebi, nitidamente, infelizmente, que sexo e amor poucas vezes estão associados.
Há algumas horas descobri que me apaixonei verdadeiramente apenas uma vez nos meus parcos 31 anos, e quem diria, apaixonei-me pelo homem errado!!! Certa vez, um amigo que ouvia as peripécias do rompimento do meu primeiro e único noivado alertou-me: "Você nunca apaixonou-se, por isso consegue terminar definitivamente e não pensar mais no assunto".
A princípio achei absurdo, logo eu, a "garota apaixonada", que não podia ficar só que logo lhe caía no colo o mais novo "futuro ex-namorado"!!! Pois é, ela , digo, eu; realmente, nunca havia estado apaixonada, nem mesmo pelo pai da minha filha. Poderíamos chamar  empolgação, carência afetivo-emocional, vício, ou o que quisermos, mas não era amor.
Afirmo isso, pois vivendo o dia de hoje percebi que quando nos apaixonamos de verdade o sentimento não acaba com uma briga, ou com um NÃO, a lembrança do ser amado permanece, apesar dos pesares e de todo resto, da prole, da ascendência, das virtudes, dos defeitos, dos vícios, e por um momento o maior desejo é de nunca ter conhecido este ser que lhe causa tanta angústia e tanto amor!
Quando se apaixona e o sentimento evolui para amor, ninguém consegue superar o ser amado, nem em belza, nem em inteligência, nem carisma, nem em arrogância, segurança, dinheiro e tudo o mais! Fico tentada a procurar um código de doença para tentar compreender o que acontece, saber quais os sintomas mais importantes e claro, como tratar esse "mal" que me assola o coração, ou seja lá qual órgão comanda este sentimnto/emoção tão bom e tão ruim ao mesmo tempo!
Afinal, alguns devem estar perguntando-se, o que tem o inconsciente a ver com tudo isso???
Digo, em alto e bom som, ele é o culpado, por nos guiar neste labirinto escuro que é amar, geramente nossas escolhas mais importantes são frutos de desejos inconscientes. Pergunto: por que amar quem não merece sequer a mais tola emoção? Como desejar uma ser insensível, egocêntrico e mesquinho??? O que devo aprender com isso?  a) Não amar?? b) Escolher apenas quem demonstra interesse real??? c) Nunca, nunca, nunca acreditar nas palavras e aparências??? d) Não abrir espaço para estranhos??? e) Todas as anteriores e outras que ainda não descobrimos?
Caso alguém tenha a resposta ficarei feliz em ouví-la, eu e meu inconsciente aloprado não estamos encontrando a saída do labirinto no qual entramos, provavelmente buscando algum pote de ouro no fim do arco-íris, ou tentando encontrar Papai Noel.
A escolha do conjugê leva em conta muitos aspectos, geralmente inconscientes, relacionados aos pais, no meu caso diria, pai. Peraí, meu pai sempre foi ausente ou até inexistente, procuro pensar que ele não me abandonou, simplesmente me esqueceu, pois quem abandona toma alguma atitude, claro, ele teve suas razões, agora, quando peceberei que conquistar alguém indisponível e asentimental não tornará minha ferida menos dolorosa!? Pensando de forma otimista,  devo aprender primeiramente o que se passa no meu inconsciente, pois na verdade é ele, e sempre ele que manda, em você e em tudo na sua bendita/maldita vida!!!