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QUAL SUA ORIENTAÇÃO SEXUAL – Parte III – Atração pelo sexo oposto?

Investigando agora, a atração sexual por pessoa do sexo oposto, 89,8% (574) referem sentir atração por pessoa do sexo oposto, enquanto 10,2% (65) não sentem atração por pessoa do sexo oposto. GRÁFICO 20

Gráfico 20. Você se sente atraído sexualmente por pessoas do sexo oposto?

Do mesmo modo que anteriormente, questionando-se sobre a intensidade dessa atração sexual por pessoa do sexo oposto, 80,6% (515) dos pesquisados relataram forte atração, 12,85% (82) leve a moderada atração e 6,6% (42) relataram que nunca tiveram tal atração. GRÁFICO 21

Gráfico 21. Qual a intensidade de atração sexual por pessoas do sexo oposto?

Perguntando sobre sonhos eróticos com pessoa do sexo oposto, 93,3% (596) relataram que já sonharam com encontro sexual com pessoa do sexo oposto, enquanto 6,7% (43) nunca sonharam com tal encontro sexual. GRÁFICO 22

Gráfico 22. Você já sonhou com encontro sexual com pessoa do sexo oposto?

 

Assim como avaliado com o mesmo sexo, perguntou-se se o pesquisado já havia fantasiado com uma relação sexual com pessoa do sexo oposto, 92,6% (592) já fantasiaram esse tipo de relação sexual, e 7,4% (47) nunca fantasiaram relação sexual com sexo oposto. GRÁGICO 23

 Gráfico 23. Você já fantasiou com uma relação sexual com uma pessoa do sexo oposto?

Sobre excitação sexual propriamente dita, sob estímulo visual, auditivo, virtual ou pessoalmente de relação sexual heterossexual, 83,4% (533) já ficaram excitados com o esse tipo de estímulo, enquanto 16,6% (106) não ficaram excitados com isso. GRÁFICO 24

Gráfico 24. Você já ficou sexualmente excitado ao ser exposto (fofoca, fotos, vídeos, pessoalmente) a relação sexual entre uma pessoa do seu gênero e outra do sexo oposto?

 

Sobre contato sexual com pessoa do sexo oposto, 96,6% (617) dos pesquisados relataram que sim, já tiveram e 3,4% (22) não tiveram tal contado sexual. GRÁFICO 25

Gráfico 25. Você já teve, voluntariamente, contato sexual (beijar, acariciar) com pessoa do sexo oposto?

 

Quando questionados se teriam relação sexual com pessoa do sexo oposto, 90,3% (577) responderam que sim, 3,8% (24) responderam que talvez tivessem, 5,9% (38) não teriam relação sexual com pessoa do sexo oposto. GRÁFICO 26

Gráfico 26. Você teria relação sexual com uma pessoa do sexo oposto?

Sobre a frequência que fantasiavam ou sonhavam com sexo com pessoa do sexo oposto, 60,4% (386) dos pesquisados relataram ter frequentemente tais sonhos ou fantasias, 34,3% (219) responderam que tem tais sonhos e fantasias raramente ou ocasionalmente e 5,3% (34) relatam que não tem tal tipo de sonho ou fantasia. GRÁFICO 27

 Gráfico 27. Com que frequência você tem fantasias ou sonhos com sexo com pessoa do sexo oposto?

Verificando qual a frequência que os pesquisados tem relação sexual com pessoa do sexo oposto, 72,6% (464) referem ter relações sexuais com o sexo oposto frequentemente, 17,8% (114), raramente ou ocasionalmente; e 9,5% (61), nunca tiveram. GRÁFICO 28

Gráfico 28. Com que frequência você tem relação sexual com pessoas do sexo oposto ao seu?

Avaliando sobre o bem estar e tolerância emocional dos pesquisados frente ao sexo da outra pessoa, 36,5% (233) relataram que se sentem melhor emocionalmente com ambos os sexos, igualmente; 31,6% (202) referem que se sentem melhor emocionalmente exclusivamente com pessoas do sexo oposto ao seu; 23,6% (151) relatam que se sentem melhor emocionalmente principalmente com pessoas do sexo oposto ao seu; 5,3% (34) relatam que se sentem melhor emocionalmente principalmente com pessoas do mesmo sexo que o seu; e 3% (19) relatam que se sentem melhor emocionalmente exclusivamente com pessoas do mesmo sexo que o seu. GRÁFICO 29

 Gráfico 29. Com quem você se sente melhor ou mais próximo emocionalmente?

Analisando a socialização relacionada com o gênero, 76,8% (491) dos pesquisados relataram que socializa com ambos os gêneros igualmente; 8,8% (56) referem que socializam principalmente com pessoas do mesmo gênero que o seu; 6,6% (42) socializam principalmente com pessoas do gênero diferente do seu; 5,2% (33) socializam exclusivamente com pessoas com gênero diferente do seu; e 2,7% (17) socializam exclusivamente com pessoas do mesmo gênero que o seu. GRÁFICO 30

Gráfico 30. Com que gênero você se socializa?

AFINAL, ONDE ESTÁ O PROBLEMA?

 

Quando perguntados sobre atração sexual pelo sexo oposto, sabendo que, 81,1% auto identificam-se como heterossexuais e 11% como bissexuais, esperaríamos que 92,1% respondessem que sentem atração sexual pelo sexo oposto, mas na verdade, 89,8% referiram que sentem tal atração; logo, 2,3% dos pesquisados auto identificam-se como heterossexuais ou bissexuais, mas na verdade, predomina a atração pelo mesmo sexo.

No entanto, quando perguntados sobre a intensidade, responderam que sentem atração pelo sexo oposto, mesmo que leve a moderada, 93,4% dos pesquisados. Então, também há uma parcela dos que se auto identificam como homossexuais que sente atração pelo sexo oposto.

Além disso, quando falamos de sonhos eróticos e fantasias eróticas com pessoas do sexo oposto, confirmamos que 93,3% e 92,6% dos pesquisados, respectivamente, tem tais pensamentos “heteroeróticos. Assim, ao menos 0,5% dos que se auto identificam como homossexuais, tem fantasias heterossexuais e 1,2% dos homossexuais já teve sonhos “heterossexuais”.

Quando perguntados sobre contato sexual com o sexo oposto, observamos que 96,6% relataram que sim, já tiveram tal contato, pensando que 81,1% referiram heterossexualidade e 11% bissexualidade, esperaríamos que 92,1% no mínimo relatassem que já haviam tido contato sexual com o sexo oposto, o que notamos foi que 96,6% referiram tal contato, ou seja, 4,5% dos pesquisados que se identificaram na homossexualidade já tiveram contato sexual com pessoa do sexo oposto.

Ao questionar sobre a possibilidade (disposição) de ter uma relação sexual com sexo oposto, 90,3% referiram que sim, teriam tal tipo de encontro sexual, novamente nos deparamos com a possibilidade de vida sexual não iniciada, ou até mesmo uma percepção de bissexualidade, mas sem uma prática bissexual em si.

Assim como a grande maioria dos pesquisados sentiram atração sexual sob estímulo visual ou auditivo, direto ou virtual/mental com relação sexual homossexual, o mesmo ocorreu com a relação heterossexual; sugere-se que esse fato esteja ligado a relação sexual como ato e não com relação aos sujeitos executantes do ato.

Quando tentamos quantificar a frequência de pensamentos eróticos com o sexo oposto, para de alguma forma confrontar as respostas anteriores, confirmamos que, mesmo raramente ou ocasionalmente, 94,7% dos pesquisados já tiveram sonhos ou fantasias sexuais com o sexo oposto.

Assim como a sonhos e fantasias, verificando a frequência de relação sexual com o sexo oposto 90,4% dos pesquisados relatam ter relação sexual com sexo oposto mesmo que raramente ou frequentemente, quando o esperado seria 92,1%, tal fato pode estar relacionado com a não iniciação sexual e a percepção bissexual sem prática de relação sexual com o sexo oposto até o momento da pesquisa.

Quando perguntamos sobre o bem-estar emocional relacionado ao sexo, percebemos que não há predomínio significante de um em relação ao outro, visto que vários fatores estão relacionados ao bem-estar emocional, e o sexo é apenas mais uma dentre tantas outras características que levamos em consideração quando fazemos amizade ou nos relacionamos afetivamente com outra pessoa.

Ao investigarmos sobre possíveis intolerâncias ou descriminações em relação ao gênero, mais de três quartos dos pesquisados relacionam-se socialmente com ambos os gêneros igualmente e a minoria tem uma preferência em relação a gênero, o que leva a pensar, que socialmente assim como emocionalmente, as questões de sexo e gênero não são as mais relevantes para se iniciar ou manter um relacionamento; pelo menos para a maioria dos pesquisados.

 

O QUE APRENDI?

 

Ser ou estar, é essa a questão, talvez, se retirarmos os rótulos e seguirmos nossos instintos sexuais poderemos dizer que em determinado momento se está heterossexual e em outro homossexual. Percebemos que o rótulo de orientação sexual não impede que tenhamos sonhos, fantasias e até contato íntimo como beijos e carícias com pessoas do mesmo sexo e no caso dos autos identificados homossexuais, do sexo oposto.

Assim como os relacionamentos emocional e social, não seria a orientação sexual determinado por uma infinidade de motivos, e dentre eles o sexo biológico e o gênero a qual a pessoa se identifica?

Então, se uma mulher que se identifica como gênero feminino e heterossexual, conhece uma pessoa identificada no gênero masculino, heterossexual, mas com sexo biológico feminino, tem uma relação sexual, está errado dizer que são heterossexuais? E a questão de ambas terem órgão genital feminino as colocaria no grupo dos homossexuais?

Ao longo da história o sexo não relacionado com a procriação, proliferação da espécie, foi sendo estigmatizado, patologizado e agora discriminado e rotulado. Impossível negar que há desejo, atração, excitação sexual, consciente ou inconsciente, pelo mesmo sexo e pelo sexo oposto, se não da maioria, de pelo menos 50% dos seres humanos.

Essa pesquisa não se encerra no seu fim, ao contrário, é o começo e o contínuo de uma discussão maior, que vem da pré-história e nos causa dúvida até hoje; nossa sexualidade é multifatorial e se comporta de maneira diferente em diferentes situações. O conceito de bissexualidade está além de um rótulo, talvez percebamos com o avançar dessa e de novas pesquisas, que a bissexualidade é um estilo de vivência da sexualidade, uma sexualidade mais flexível e voltada ao prazer.

Fonte: Minotto FN. Bissexualidade: uma manifestação fisiológica do ser humano? [monografia]. Rio de Janeiro: Faculdade UnYLeYa; 2018. 76p

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QUAL SUA ORIENTAÇÃO SEXUAL – Parte II – Atração pelo mesmo sexo?

Questionando-se sobre atração sexual por pessoa do mesmo sexo, 56,8% (363) dos pesquisados responderam que nunca se sentiu atraído sexualmente por pessoa do mesmo sexo, enquanto 43,2% (276) responderam que já sentiram atração sexual por pessoa do mesmo sexo.  GRÁFICO 11 Continuar lendo QUAL SUA ORIENTAÇÃO SEXUAL – Parte II – Atração pelo mesmo sexo?

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QUAL SUA ORIENTAÇÃO SEXUAL – Parte I? Resultados da pesquisa Antropológica

Até o momento foram  respondidos 639 questionários, os dados sociodemográficos são representados nos gráficos a seguir. Em relação à escolaridade, a maioria, 28,8% (184) tem ensino superior completo; 27,7% (177) referem ter o ensino superior incompleto, 23,2% (148) cursaram pós graduação/MBA; 11,6% (74) tem ensino médio completo, 2,3% (15), ensino técnico, 1,4% (9), ensino médio incompleto; 0,6% (4) ensino fundamental e 0,5% (3) Doutorado. GRAFICO 1 Continuar lendo QUAL SUA ORIENTAÇÃO SEXUAL – Parte I? Resultados da pesquisa Antropológica

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O que a melatonina tem a ver com o sono?

Os ritmos circadianos são alterações regulares com características mentais e físicas que ocorrem no curso de um dia (do latim área + diem, “em torno do dia”). Muitos ritmos circadianos são controlados pelo “relógio biológico” do corpo. Este relógio está localizado no núcleo supraquiasmático, no hipotálamo, acima do quiasma óptico. A luz captada por fotorreceptores na retina gera estímulos que, através do nervo óptico, chegam ao núcleo supraquiasmático. Continuar lendo O que a melatonina tem a ver com o sono?

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Por que precisamos dormir?

Direitos autorais: ocusfocus / 123RF Imagens

Uma vez que o sono e a vigília são influenciados por diferentes estímulos de neurotransmissores no cérebro, alimentos e medicamentos que alteram o equilíbrio desses estímulos são capazes de afetar nosso nível de alerta ou sonolência ou a qualidade do nosso sono. Bebidas cafeinadas, certas drogas, medicamentos anorexígenos e descongestionantes nasais estimulam algumas partes do cérebro e causam insônia. Continuar lendo Por que precisamos dormir?

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Vida sexual após o câncer de mama

O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama. O movimento teve início no final do século XX na Califórnia com o objetivo de dar visibilidade à causa do câncer de mama, fortalecendo a importância do diagnóstico precoce e da sua prevenção e tratamento. Inicialmente, o movimento foi marcado
pela iluminação de monumentos históricos e tomou proporções mundiais. Atualmente, diversas instituições promovem atividades voltadas para a causa, tais como: debates, seminários, passeatas, eventos culturais e corridas esportivas. Continuar lendo Vida sexual após o câncer de mama

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DIU de cobre x Mirena

A história da contracepção é longa e antiga; no entanto, o controle voluntário da fertilidade é ainda mais importante na sociedade moderna. Uma mulher que e deseja ter apenas um ou dois filhos passa a maioria dos seus anos férteis tentando evitar a gravidez. No ritmo atual, a população mundial duplicará em 66 anos, tanto para o indivíduo quanto para o planeta é necessário o uso criterioso e eficaz de meios para evitar a gravidez e doenças sexualmente transmissíveis (DST). Continuar lendo DIU de cobre x Mirena

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Vaginismo causa dor na penetração

O vaginismo é descrito como um espasmo muscular do terço exterior da vagina, provocando penetração dolorosa ou impossível. Estima-se que 1 a 7% das mulheres apresentam vaginismo. A dificuldade em distinguir entre vaginismo e dispareunia (dor durante a relação sexual) levou ao argumento de que eles são a mesma coisa. Continuar lendo Vaginismo causa dor na penetração

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Relação sexual dolorosa é normal?

“Sinto dor na relação sexual, o que fazer para melhorar e satisfazer o parceiro?”

É notório que apenas os masoquistas conseguem associar prazer e dor, e se você não é masoquista associar prazer e dor é difícil e desumano.

Dor na relação sexual pode ter várias causas, entre elas podemos citar infecções vaginais ou infecções pélvicas – que envolvem o útero, as trompas, e a bexiga. Continuar lendo Relação sexual dolorosa é normal?

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Existe cura gay?

Em 1886, o sexólogo Richard von Krafft-Ebing listou a homossexualidade e outros 200 estudos de casos de práticas sexuais em sua obra Psychopathia Sexualis. Essa obra conta com 238 casos de “sexualidades desviantes”, sendo, dentre esses, 22 casos intitulados como “homossexualidade”. Krafft-Ebing propôs que a homossexualidade era causada por uma “inversão congênita” que ocorria durante o nascimento ou era adquirida pelo indivíduo. Continuar lendo Existe cura gay?

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O que o Zika Vírus tem a ver com sexo?

O Zika Vírus foi isolado pela primeira vez em 1947 em um macaco Rhesus com febre na floresta de Uganda (continente Africano), sendo batizado de Zika devido o nome da floresta onde foi encontrado. É um vírus da família Flaviviridae, a mesma família do vírus da dengue, febre amarela, encefalite japonesa e vírus do Nilo Ocidental. Continuar lendo O que o Zika Vírus tem a ver com sexo?

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O que é DST e como prevenir-se

Doenças sexualmente transmitidas são consideradas desordens transmitidas por contato íntimo, via placentária (na gravidez), através da passagem do canal de parto (no parto) e durante a amamentação; mas e o que é considerado contato íntimo suficiente para transmissão de doenças sexualmente transmissíveis? Continuar lendo O que é DST e como prevenir-se