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Sobre abusos e afins – Memórias de uma sexóloga I

Minha experiência como sexóloga tem pouco mais de 10 anos, e logo no início da minha carreira atuando em sexologia tive alguns pacientes masculinos com transtornos sexuais classificados como parafilias e na grande maioria deles havia um transtorno psíquico maior por trás do evento sexual.  Continuar lendo Sobre abusos e afins – Memórias de uma sexóloga I

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Minha criança

poema minha criança

Te imagino chegando;
Minha criança,
Minha esperança!
Em você vejo a possibilidade;
A nova oportunidade.
Não errarei novamente.
Não com você.
Meu fruto;
Minha prole;
Vida renovada;
Genética melhorada.
O que tenho de melhor,
De belo, meigo e inocente.
Reconheço!
Preciso de você mais que precisas de mim.
Nunca farei por ti o que fazes por mim.
Sem sua presença não há gosto;
Nem cor!
Quando parte me leva.
Quando volta, me acorda;
Do pesadelo que é viver sem você!

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O corpo

poema o corpo

Eu não te amo;
Meu corpo te ama.
Amor sudorêico,
Inundado de ocitocina, endorfina, serotonina, prostaglandina, dopamina.
Estrogenizado,
Androgenizado,
Agoniado; e
Amargurado.
Eu não te amo,
Meu corpo te ama.
Taquicárdico; dispnéico;
Ruborizado;
Vasodilatado;
Lubrificado.
Eu não te amo,
Meu corpo te ama.
Obnubilado, alucinado,
Extasiado.
Eu não te amo,
Meu corpo te ama.
Fala sem emitir som,
Implora sem curvar-me.
Eu não te amo,
É meu corpo que te quer!

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Quem é você?

Quem é você?
Certo ou errado?
Mentiroso ou sincero?
É o homem que espero?

Amante ou amigo?
Igual ou diferente?
Pai ou filho?
Combina comigo?

Foi uma fração de segundo
Parece tanto
Coincidência
Ou convergência?

Tenho pouco a oferecer
O dia para andar
A noite para dormir
O corpo para me expressar

Compromisso?
Respirar
Responsabilidade?
Viver
Amor?
Vamos deixar acontecer

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Então é isso

Queria novamente te beijar
Não posso…
Abraçar e cheirar seu pescoço,
Não posso…
Tirar suas roupas e admirar seu corpo,
Não posso!
Acariciá-lo e te ver enrijecer,
Não posso!?
Sentir seu corpo sobre o meu, sua boca na minha, sua mão passear…
Não posso.
Conversar e recomeçar;
Lamber, chupar, gemer, gozar.
Não! Não posso.
Eu e você, feitos um para o outro,
Perdidos encontrados,
Sexualmente, intelectualmente, financeiramente
Compatíveis!
Não posso!
Ser feliz para quê se posso sofrer?
Apareci sem planejar; amei sem programar.
Não, não posso.
Um encontro não é nada,
Este sentimento bobo é dispensável!?
Especial? Não, não posso ser especial;
Serei apenas eu,
Especialista em não amar; esquecer;
Sublimar!
Não, não posso!
Não quero esperar você me querer.
Então é isso…
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Direitos

Direitos
 
Me reservo o direito
De não mais amar
De não mais rir para não chorar
De não mais lágrimas derramar
 
Me reservo o direito
De não sentir
De não olhar
De não comprimentar
 
Me reservo o direito
De simplesmente desistir
De não mais omitir
De não mais querer
De não mais sofrer
 
Me reservo o direito
De ser eu
Custe o que custar
De esperar a dor passar
 
Me reservo o direito
De sonhar
De iludir
De fantasiar
E mudar de idéia
Se assim decidir
 
Me reservo o direito
De celebrar
De dançar
De sorrir
De zombar
Apenas para me alegrar
 
Me reservo o direito
De ir e vir
De prosseguir
Nesse eterno
Existir
 
(Franciele Minotto) 
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Direção

Direção
Eu com meus pensamentos
O silêncio me acompanha
Vejo uma lembrança sua
Nossa
Sinto a paixão passar
A ferida parou de latejar
A lembrança persiste
As festas, pessoas, bebidas
Não foi ontem
Aquela roupa que ficou comigo
Foi castigo?
Já não tem seu cheiro
Mas refresca minha memória
Não há mais sofrimento
Os dias passaram, os meses chegaram
Os anos findaram
As análises terminaram
O que passou, passou!
Bem ou mal
Bom ou ruim
Certo ou errado
Terminado
Agora é lembrança
A dor também se foi
Não há mais esperança
Terminou
Nada será como antes
A lição ficou
Há segurança nos passos
Prudência no olhar
Aprendi enxergar as diferenças
Conheci quem sou
Mais uma passageira,
Mas decido em qual direção vou
Franciele Minotto

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Coração partido

Coração partido

Não há nada na TV,
Ninguém na internet,
A vida lá fora;
Barulhenta.
Tudo simples, e complicado
Até já bebi para tentar entender.
Tudo me lembra você.
Você ou eu?
Foram os anos mais felizes?
Não há como saber
Quero apenas viver,
Será que um dia saberei?
O que foi aquilo?
Amor, paixão, ou só ilusão?
Ainda não entendi.
Já conheço esta solidão
Necessito tamanha resolução?
Porque não admitir,
Tentar corrigir,
Começar tudo novo de novo;
Mas, será que não é só mais um delírio
Desse coração partido?
O medo me assola,
A coragem me abandona,
A insegurança me invade.
Expor novamente?
Talvez não seja a hora,
Trabalho minha ansiedade,
Ouço minhas palavras
Afinal,
Ainda não é o fim.
(Franciele Minotto)

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Por mim

Por mim
 
Definitivamente
Não é fácil ser eu
Tantas lutas a travar
Tantas coisas a provar
E conquistas a mostrar
Para mim mesma
Amores mal amados
Casos inacabados
Corações partidos
Lágrimas derramadas
Por mim mesma
 
Não
Não é fácil ser eu
Acordar, levantar, caminhar, sonhar
Concretizar
Tudo
Por mim mesma
 
Quem vai aplaudir?
Quantos se beneficiarão?
A quem quero agradar?
Senão a mim mesma
 
O que a lápide vai dizer?
"Aqui jás uma mulher que fez tudo, por si mesma".
 
(Franciele Minotto)
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Encontro

Penso em nosso encontro,
Sinto-me ouriçada,
Desejada.
Meu núcleo ferve.
Aguarda o enlace.
Nosso encaixe.
Imagino sua boca,
Na minha;
Nós dois, desejosos,
Aventureiros
Descobertos
Encoberta
Com seu corpo.
Sua voz sacana em meu ouvido
Seu hálito duro em meu pescoço
Suas mãos me desvendando
E eu; inundada! Apaixonada!
Atração à primeira vista,
Encontrados, separados,
Agora; encaixados
Naquela paixão frenética.
Olhos nos olhos
Pele com pele
Chave-fechadura
É o momento,
Agora
Muito já foi dito
A ação nos espera
A contagem regressiva se encerra.
(Franciele Minotto)

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Amor Bandido

Meu coração dispara.
Será que quero mesmo ouvir sua voz?
Queria ter a certeza de ter esquecido a emoção que me provocas.
Relembrei a explosão que me causa.
Há como esquecer um amor inventado?
Algo que apareceu apenas em um coração?
Aquele amor bandido?
Como posso bani-lo do meu coração?
Tentei falar com você,
Você não respondeu.
Minha cabeça dispara,
No coração, aquela ferida se abre,
Como quero esquecê-lo;
Na verdade, quero não lembrar de você.
Por que meu passado resolve sempre achar que é você?
A mulher que mora em mim chora sua perda.
A amazona encouraçada não quer admitir:
Amo um fantasma, que só existe pra mim.
Cadê meu colírio alucinógeno?
É com ele que preciso viver.
Com quem falo sobre essa ferida que sangra.
É possível alguém me entender?
Como faço para me livrar de você?