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Viver a vida

Viver a vida

Sei onde comecei,
Não onde terminarei.
Se a vida é uma batalha,
Sigo minha jornada.
Não terminei a caminhada.
Ainda trincheiras vou enfrentar
E novos dias vou encerrar.
Muitas terras a explorar.
Meu coração é andarilho;
Minha alma aventureira.
A felicidade na vida é a razão?
Tenho a vida como companheira;
A Ela dedico minha paixão.
(Franciele Minotto)

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Você e eu

Você e eu

Estou insone, mas esparramada na cama;
Você percebe vem me atiçar;
Com seu jeito maroto afasta minha calcinha e inicia um saborear,
Com a língua terna explora minha intimidade até me molhar.
É inevitável a lubrificação, você explora os orifícios da excitação.
Não contenho os gemidos de aprovação.
A calcinha tornou-se desnecessária e ajudo a tirá-la do seu ângulo de ação.
A análise palativa me envolve em arrepios e contrações;
Mudo de posição, afasto as pernas e me ofereço em doação;
Estou implorando a penetração.
Você decide, ainda quer mais gustação;
Explora cada centímetro maior e menor,
Suga a seiva da excitação e se excita com minha combustão.
Quero sentir sua fibra, me entregar a penetração,
Você se comove com meus apelos, introduz delicadamente em meu vão;
Nos deliciamos com a sensação, começamos despretenciosos, um vai e vem demorado que se torna alvoroçado.
Você pára evitando a ejaculação, queremos aproveitar o máximo da excitação.
Saímos do missionário ao cachorrinho, nele não contemos a sofreguidão, nos entregamos no vai e vem frenético da nossa paixão;
Nos entregamos ao produto da estimulação, os pêlos ouriçados, os músculos retesados e a inundação.
Não nos separamos, não antes de pararem as contrações, a união física e química, pele e pele, respiração acelerada que aos poucos recupera a razão.
Nos separamos, mas para logo recomeçarmos nossa exploração.
(Franciele Minotto)

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Balanço

Balanço

Se o amor traz à tona a loucura que existe em mim;
A pergunta que não quer calar:
Será que vou me apaixonar?
Essa loucura manifestar?
Se amar é obsecar-se,
Ainda posso gostar?
Meus neurohormônios poderão ainda me excitar?
De onde vem todos aqueles sentimentos?
Esgotaram-se meus estoques,
Ou só fechei para balanço?
Tantos pretendentes,
Altos, baixos;
Fortes, fracos;
Bonitos, feios;
Charmosos, insosos;
Brancos, negros.
Onde está minha emoção?
Por que abafei meu coração?
Medo da loucura?
Ou da obsessão?
Será que é a razão?
Falta o príncipe no alazão?
Ou a princesa no portão?
O que há de errado com minha emoção?
A mágoa me dominou
Ou é só proteção?
A fortaleza é sensível,
Mas alheia à ilusão.
Ainda sentirei paixão?
(Franciele Minotto)

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São Paulo

São Paulo
 
Lembranças ruins, aos poucos se dissipam.
Belas coisas veem à tona.
Amizade construída.
Mal entendidos solucionados.
Horizonte extendido!
Estudos concluídos.
Vida,
Apenas começando…
Tantos planos, sonhos
Alcançados!
E o campo de visão,
Se amplia.
As personagens se encaixaram
A peça se revela.
Mais uma história se encerra.
Foste o cenário dessa novela!
 
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Quando a razão obedece o coração

conto

Até hoje me orgulhei, ou pelo menos não me puni por minha precocidade; “ser expulsa de casa” com 15 anos não é louvável, nem mesmo sábio, mas no meu caso parece que não foi o pior. Continuar lendo Quando a razão obedece o coração

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Amor mentiroso

Amor Mentiroso

Quero que morras!
Em meus pensamentos te mato!
Morte violenta,
Com requintes de crueldade.
Primeiro cuspo em tua face;
Depois te apedrejo.
Com madeira te espanco.
Quero ver teu sangue.
Meu coração está em frangalhos.
É assim que te quero.
Morto, retalhado, esfarrapado, em pedaços.
Só assim; vendo tua agonia,
Terei amenizada minha dor.
A dor do amor;
O amor mentiroso que me prometeste.
Quero que morras.
Principalmente em meus pensamentos.
(Franciele Minotto)

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Poetisa iniciante

Ainda Mesmo
 
Ainda penso em você.
Ainda sonho com você.
Ainda caminho com você,
Nas lembranças e DVD’s.
Ainda sinto seu cheiro.
Ainda te sinto ao meu lado;
Como sombra, como luz;
Como alegria, como amor.
São tantas tuas faces…
Não há como preferir apenas uma.
Ainda sou sua.
Mesmo que distante;
Mesmo que austera;
Mesmo que alheia.
Ainda te amo!
Mesmo depois de tudo.
Franciele Minotto
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O Primeiro

Com você

Como fui injusta com você.
Com você, que tem o dom da palavra
E cativou meu coração
Com você, o idealizado, o sonhado
O culpado.
Como fui injusta com você
Com você, meu héroi alado
Alma gêmea
Separada pela geração.
Agora entendo minha sensação de abandono.
Como fui injusta com você
Com você, tão distante e semelhante
E as respostas, todas comigo.
Ainda não sei expressar meu amor
Talvez com medo de perdê-lo mais uma vez
Algumas peças se encaixaram
A couraça já não é tão dura
Posso sonhar com a felicidade
Agora sei que não estou sozinha
Perdoe-me por ter sido injusta
Com você

Franciele Minotto